quarta-feira, 15 de junho de 2016

Interpretar, à luz do entendimento espírita, a afirmação de Jesus: “Não vim trazer paz, mas espada” (Mt, 10:34).

“Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra. E assim, os inimigos do homem serão os seus familiares” (Mt, 10:34-36). Texto evangélico
Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada (Mt 10:34). É preciso muito cuidado na análise dessa citação evangélica, pois uma interpretação literal pode favorecer manifestações de lutas externas sob o jugo da “espada”, fato que não deixa de representar uma perigosa insensatez, considerando-se ser Jesus, Guia e Modelo da Humanidade.
Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer  paz, mas espada (Mt 10:34). Inúmeros leitores do Evangelho perturbam-se ante essas afirmativas do Mestre Divino, porquanto o conceito de paz, entre os homens, desde muitos séculos foi visceralmente viciado. Na expressão comum, ter paz significa haver atingido garantias exteriores, dentro das quais possa o corpo vegetar sem cuidados, rodeando-se o homem de servidores, apodrecendo na ociosidade e ausentando-se dos movimentos da vida. Jesus não poderia endossar tranquilidade desse jaez, e, em contraposição ao falso princípio estabelecido no mundo, trouxe consigo a luta regeneradora, a espada simbólica do conhecimento interior pela revelação divina, a fim de que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento em si mesmo. XAVIER, F. C. Caminho, verdade e vida. Pelo Espírito Emmanuel. Cap. 104.
 Porque eu vim pôr em dissensão o homem  contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra (Mt 10:35). As sucessivas reencarnações aproximam as pessoas, mostrando que no plano familiar se encontra, na maioria das vezes, não somente afetos, mas também desafetos. A “dissensão” passa a ser compreendida como divergência entre pessoas que pensam de forma diferente, ainda que unidas pelos laços do parentesco. Interpretação do texto evangélico FEB - EADE – Livro II – Módulo II – Roteiro 3 - Não vim trazer paz, mas espada  E assim, os inimigos do homem serão os seus familiares (Mt 10:36). A Doutrina Espírita nos ensina que as pessoas que se desentenderam em outras encarnações estão hoje, em geral, congregadas dentro de uma mesma família, buscando o resgate e a harmonização indispensáveis. Interpretação do texto evangélico FEB - EADE – Livro II – Módulo II – Roteiro 3 - Não vim trazer paz, mas espada   Sim, na verdade o Cristo trouxe ao mundo a espada renovadora da guerra contra o mal, constituindo em si mesmo a divina fonte de repouso aos corações que se unem ao seu amor; esses, nas mais perigosas situações da Terra, encontram, nEle, a serenidade inalterável. É que Jesus começou o combate de salvação para a Humanidade, representando, ao mesmo tempo, o sustentáculo da paz sublime para todos os homens bons e sinceros. XAVIER, F. C. Caminho, verdade e vida. Cap. 104
 Realizar estudo em grupo para analisar as informações de Kardec constantes em O evangelho segundo o espiritismo, cap. 23, itens 16 e 17, correlacionando esta análise com as ideias desenvolvidas no Roteiro. 

Quero entender melhor a passagem de Mateus 10,34-36, onde Jesus diz que não a paz, mas a espada. Ele veio separar o homem do seu pai, a filha da sua mãe, a nora da sua sogra. Os inimigos de alguém serão as pessoas da própria casa.

Já temos conhecimento que o evangelho de Mateus pertence aos sinóticos e como foi escrito em Jerusalém, para uma comunidade descendência Judaica, o autor Mateus utilizou elementos vindo do Antigo Testamento para tornar conhecida melhor a mensagem de Jesus, a boa nova. Assim vamos identificar Jesus como o novo Moises, sua mensagem no evangelho é explicada em cinco discursos imitando o Pentateuco. Encontramos centenas de citações do Antigo Testamento encaixadas nos textos de Jesus, para facilitar a compreensão aos Judeus. Aparecem às parábolas, um gênero literário típico do Judaísmo. As 10 aventuranças representam os 10 mandamentos como a carta magna do cristianismo e assim vai.
A passagem que perguntas maiores esclarecimentos é narrada em Mateus 10,34-36:
“34 Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
35 Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
36 e assim os inimigos do homem serão os da sua própria casa”. (Mateus 10,34-36)

Esta passagem esta localizada na apresentação do segundo discurso (são 5 discursos = 5 livros do Pentateuco) de Jesus. Esta parte para uma maior compreensão poderia ir até o versículo 40. Melhor entendida como os pró e os contra a pessoa de Jesus. Encontramos também estes textos nos Evangelhos de Marcos 8,34-35; Lc 12,51-53; 14,26-27, formando o conjunto dos sinóticos.
Podemos entender esta passagem como a da renuncia cristã. O evangelistas Mateus coloca neste texto a sentença de Jesus que se refere à divisão (vv. 34-37). A presença da renuncia cristã aqui é reforçada pela afinidade com o tema dos sacrifícios e renuncias que a vida cristã exige de todo o seguidor de Cristo, muito ligado ao tema do martírio que muitos seguidores de Cristo pagaram pelo seguimento de Jesus.
O versículo 34 nos fala em trazer a paz. Jesus com sua fala quer que os discípulos e seus seguidores entendam melhor o que seriam as expectativas messiânicas em que o Judaísmo cultivava. Jesus fala no texto de paz, mas não em perspectiva humana, homem para homem, mas no sentido de um relacionamento homem com Deus. No primeiro fato, na busca da paz do homem com o homem ele traz a espada, significando a luta entre o bem e o mal ou entendendo ainda entre aqueles que acolhem sua mensagem abraçando o seguimento de Jesus e os que rejeitam a mensagem de Jesus.
Junto com este fato, vem à espada cortante da decisão radical que responde ao chamamento de Jesus, que exige muitos cortes e sacrifícios dolorosos com o ambiente e com a própria família.
Comentando ainda o versículo 35, podemos dizer que se entende “vim separar”, como uma expressão que doe aos nossos ouvidos, mas que na linguagem bíblica são as exigências divinas do chamamento que provocam rupturas radicais nas relações familiares e humanas. Entende-se a passagem “separar  o filho de seu Pai” como que o Pai é contra a mensagem de Jesus e o filho acreditando na mensagem de Jesus. Este fato provoca separação entre o Pai e o filho ou mesmo como o texto continua a mãe com a filha etc.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Poderosa oração a Nossa Senhora de Fátima

Muitas pessoas já foram abençoadas com graças especiais alcançadas por Maria. Agora é a sua vez. Peça com fé:
Santíssima Virgem,
que nos montes de Fátima
vos dignastes revelar a três pastorinhosos
tesouros de graças
contidos na prática do vosso santo Rosário,
incuti profundamente em nossa alma
o apreço em que devemos ter esta devoção,
a vós tão querida,
a fim de que, meditando os mistérios da Redenção,
que neles se comemoram,
nos aproveitemos de seus preciosos frutos
e alcancemos a graça (……………………….)
que vos pedimos,
se for para a glória de Deus
e proveito de nossas almas.
Assim seja.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

domingo, 20 de março de 2016

Livro: Na Era do Espírito - 13 Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Mortos amados
Livro: Na Era do Espírito - 13
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte, sentimo-nos como se nos arrancassem o coração, para que se faça alvejado fora do peito.
Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.
E bastas vezes, tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão, pelas fontes dos olhos.
Compreendemos, sim, neste outro lado da vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê....
Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.
Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no plano físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível, mas não de toda ausente.
Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.
Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranquilizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.
Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as aflições sobretaxadas com as tuas.
Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.
Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Guerras

Como o Espiritismo explica?
O Espiritismo, como doutrina filosófica, de bases científicas e conseqüências morais, se relaciona com tudo o que diz respeito ao nosso processo existencial, pois objetiva contribuir para o progresso da humanidade, tornando-a melhor.
Ele explica ainda que Allan Kardec tratou do tema na terceira parte de “O Livro dos Espíritos”, mais especificamente no capítulo referente à Lei de Destruição, em que é dito que a guerra foi classificada pelos Espíritos como um de seus agentes.
Os orientadores espirituais afirmaram que é conseqüência da predominância da natureza animal do homem sobre a espiritual, e do transbordamento de suas paixões.
Eles também esclarecem que Deus permite que assim aconteça para propiciar ao homem a oportunidade de uma evolução mais rápida, no sentido de atingir a liberdade e o progresso.
Os benfeitores espirituais ensinam que, no estado de barbárie, os povos somente conhecem o direito dos mais fortes, daí vivenciarem um estado de guerra permanente, que se vai modificando à medida que o homem progride.
As questões do Livro dos Espíritos (542ª 548, 671, 738, 742 a 744, 747 a 749, 1009), nas quais o tema da guerra é tratado amplamente. Isso não é difícil de compreender, Kardec, francês, conhecendo bem a história do mundo e particularmente do seu país, bem sabia o quanto a França já havia, até aqueles dias, participado de guerras, bem como que provavelmente participaria de outras no futuro, o que realmente aconteceu.
Somos Espíritos em árduo processo de crescimento moral, trazendo no íntimo muito do caráter dominador, o qual se impõe sempre pela força, decorrente do instinto animal que ainda sobrevive em nosso subconsciente.
A guerra insiste em permanecer em nosso planeta, mesmo já caminhando para um mundo de regeneração. Existem vários termos como guerra fria, guerra de nervos, guerra psicológica, mas todos se referem a uma política intimidativa para provocar tensão e desequilíbrio emocional na parte contrária, com exigências territoriais e econômicas.
No texto...Ouvireis Falar de Guerras (citação de Mateus 24:6) explica que todos os Espíritos são criados simples e ignorantes de tudo e que, para suas evoluções, Deus outorgou as várias vivências em corpos materiais; com o esforço e dedicação, cada um conquistará a sapiência e a luz para o Espírito.
Ocorre que, nessas condições rudimentares, em sua caminhada terrestre, os Espíritos tiveram grandes dificuldades de sobrevivência, o que ocasionou o desenvolvimento da força física, da agressividade e da violência, que foi utilizada para autodefesa.
As condutas repetitivas em inúmeras reencarnações também resultaram no desenvolvimento dos instintos de propriedade e de conservação; a força física começou a ser usada contra seu irmão mais fraco.
A ambição e a cobiça levaram a novas conquistas, além da necessidade de sobrevivência. Isso demonstra que o ser humano ainda não aprendeu a possuir, isto é, ter a posse temporária desses bens para sua vivência, pois, com a morte física, perde-se tudo referente a bens materiais.
Pois esses bens que se recebe em forma de “posse”, são como talentos enviados por Deus, para o usufruto e aplicações progressistas que, futuramente, serão cobrados os seus resultados.
Os Espíritos esclareceram a Kardec, dizendo que, antes do primeiro tiro ser disparado, Espíritos desencarnados que se comprazem na discórdia e na destruição, sintonizados com homens déspotas e povos ambiciosos, incensam, por ação mental obsessiva que a sintonia entre eles estabelece.
No entanto, o cidadão convocado pela pátria à guerra e que morre no campo de batalha não leva para o plano espiritual o estigma de assassino pelas eventuais mortes que tenha provocado, principalmente em defesa de si mesmo.
Esse Espírito será acolhido por equipes espirituais socorristas, que o internarão em colônias para refazimento; ali receberá esclarecimentos da Lei Divina de Justiça.
A Lei de Destruição já explicava que aquele que fomenta a guerra em seu proveito deverá expiar muitas outras existências. Como é fruto do egoísmo e ambição, responde por todas as mortes que tenha causado.
O líder é sempre mais responsável do que os seus liderados, assim, estabelecendo formidável energético para a ação intentada (guerra) no caso.
Uma pessoa sozinha não poderá evitar uma guerra entre nações, mas pode e deve decretar a paz em sua vida, no lar, no trabalho e junto aos demais, promovendo a fraternidade pessoal que somada a outros, redundam na paz coletiva.
Será que a humanidade não progrediu o suficiente para evitar a guerra?
Segundo a Lei do Progresso, o qual diz que o progresso possui duas vertentes: a moral e a intelectual. O progresso moral, decorre do intelectual, que faz o homem compreender a diferença entre o bem e o mal, servindo-lhe de instrumento.
Como os Espíritos disseram, o progresso moral é mais demorado e não consegue acompanhar o avanço da inteligência, ainda que tenhamos evoluído muito moralmente nos últimos milênios.
Assim, a predominância do mal, que caracteriza um mundo de provas e expiações, impele os mais desenvolvidos intelectualmente, e em conseqüência mais fortes, a buscarem, cada vez mais, ampliar seus poderes em detrimento dos mais fracos.
O fato é que as conseqüências espirituais de uma guerra permanecem ignoradas pela maioria das pessoas, e os seus responsáveis terão de suportar, no mundo espiritual e em encarnações futuras, os efeitos da lei de ação e reação que rege o universo.
Em resumo, o Espiritismo não vê a guerra como uma situação irreversível, mas como resultado de um estado passageiro da humanidade. Mesmo considerando que o progresso moral é lento, um dia ele vai propiciar o banimento das guerras e de todo tipo de violência em nossa sociedade.
CVDEE- Centro Virtual de Divulgação e
Estudo do Espiritismo

antes de falecer chico recebeu a mae e emanuel


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