domingo, 1 de janeiro de 2012

Meditação do pensamento positivo




Compartilhe
     
Oração de Agradecimento
  
A NOVA CIÊNCIA DA ENERGIA E DO PENSAMENTO
Julie Redstone
5 de Dezembro de 2011
  
Há uma nova ciência do pensamento e da energia que se formará, enquanto a vida é compreendida mais plenamente em termos espirituais. Tal ciência já tem precursores na história antiga e até na história moderna, entretanto, é em grande parte desconhecida para a consciência coletiva. Esta nova ciência espiritual terá muitos níveis de expressão, no entanto, um dos básicos é que ela criará uma compreensão do relacionamento do pensamento com a energia, e da energia com os corpos energéticos dos outros, tanto humanos como não humanos.
Uma premissa fundamental desta nova ciência é que o pensamento é energia, não energia física, mas parte de um continuum de energia espiritual que afeta e é parte da vida como um todo. Quanto mais puro, mais claro e mais cheio de luz for o pensamento, mais potente ou dirigida pode ser a energia que o libera. No entanto, não importa quão obscuro possa ser um pensamento, ele ainda libera energia na direção do seu conteúdo, valência emocional e motivação.
Quando os seres humanos reconhecerem o poder do pensamento como energia, eles buscarão não somente se transformarem neste nível, mas também reconhecerão a grande força para o bem que existe na habilidade de afetar o mundo através do próprio processo do pensamento/energia. Além deste bem pessoal e interativo humano, há inúmeros benefícios para a Terra, que podem vir da liberação do pensamento/energia de maneiras que são úteis à Terra. Duas destas maneiras são descritas aqui.
Primeiro, a derrubada de árvores quando necessário. A nova consciência da Terra como sagrada, irá querer realizar tais alterações com o corpo da Terra de um modo sagrado e ajudar a Terra a se curar e a se reajustar como parte deste processo.
Pode-se, neste contexto, preparar as árvores para serem cortadas, agradecendo-lhes pelo que elas deram e reconhecendo a sua presença e consciência. Pode-se também, através do pensamento dirigido, redirecionar a sua força vital antes que sejam cortadas, de modo que esta força vital comece a fluir novamente para a Terra, em vez de para os galhos e folhas. Redirecionar a força vital de novo para a terra é o que acontece naturalmente quando as árvores são cortadas, desde que a força vital é energia e a vida de cada árvore é também parte da vida da Terra. No entanto, isto pode demorar muito. Para evitar o choque e a angústia para as árvores ou para o corpo da Terra, a energia/força vital pode ser redirecionada como uma preparação para a vida que deixa a forma da árvore e entra novamente na unidade do corpo da Terra. Isto pode ajudar tanto às árvores, quanto à Terra na recuperação da interrupção brusca do fluxo da energia física e espiritual.
Em segundo lugar, na preparação para cavar a Terra por qualquer razão, tal como a criação de um poço de água ou outra abertura necessária: o solo pode também ser preparado para redirecionar o seu fluxo de energia, de modo que um espaço seja feito antes da abertura forçada que ocorre. Este esforço co-criativo, auxiliado pelos seres humanos, pode ajudar a redirecionar o fluxo de energia da Terra da abertura pretendida, e pode-se pedir em oração que a Mãe Terra faça o mesmo, a fim de que a delicada rede energética de vida seja mantida. Isto irá permitir que uma abertura seja criada e que não cause nenhum dano. Tal como acontece com as árvores, este reajuste e redirecionamento de energia irão  acontecer em qualquer caso, depois que o poço for cavado, ou que outra abertura seja criada. Entretanto, aqueles que procurar ajudar a Terra e causar o menor dano ao campo bioenergético que é o seu corpo, podem aprender a trabalhar em harmonia com a Terra através do seu processo do pensamento consciente e co-criativo.
Implícito nesta nova ciência do pensamento e energia estará a compreensão de que toda a consciência é interativa, e o que se faz ao nível mental interior afeta exteriormente as coisas também. Neste sentido, o corpo biofísico da Terra é afetado pela consciência daqueles que vivem na Terra, e é curado e restaurado, ou esgotado e degradado, dependendo da visão, da atitude e do sentimento subjacente em relação a uma realidade compartilhada.
Aqueles que procuram preservar e melhorar a vida sagrada da Terra sabem destas coisas, intuitivamente. No entanto, a auto-capacitação para levar tal conhecimento ao próximo nível de ação de cura é muitas vezes inexistente e precisa de credibilidade da ciência espiritual, a fim de ativar esforços de um tipo mais potente. Neste  sentido, é preciso sempre lembrar que toda a vida, energia e consciência, fazem parte de um Todo vivo, e assim o que se mantém dentro de si, porém em silêncio, pode contribuir ou prejudicar o bem do Todo também.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

UM ATO DE AMOR E FE (CHICO XAVIER)


UM  ATO  DE  AMOR  E  FÉ
Nosso querido amigo Chico há muito claudicava. Doía-lhe um pé. Dr. Rocha, médico vizinho e amigo, já lhe ministrara medicamentos, sem, contudo, minorar seu sofrimento. Dr. Rômulo, um admirável gerador magnético, já lhe havia aplicado assistência fluido terápica. Eu, de minha parte, também colaborara, dentro das minhas limitações. Tudo de pouca valia! As dores persistiam, fazendo Chico manquitolar horrivelmente.
Os funcionários retornavam às suas casas servindo-se de uma charrete. (...) O veículo adentrava a cidade por uma rua onde se localizava, então, o meretrício.
Uma tarde, Chico e seus companheiros, ao passarem pelo “Biriba” - designação vulgar dada ao logradouro - foram abordados por uma das moças que habitavam o lugar. E, dirigindo-se ao Chico, ela disse:
- Venha até a minha casa. Preciso lhe falar.
Gracejos, motejos, risadas e comentários infelizes fizeram-se ouvir. Chico desceu do carro com dificuldade, acompanhando a moça até a sua residência.
Todas as meretrizes que lá viviam receberam-no com profundo respeito, oferecendo-lhe uma cadeira, na qual Chico assentou-se.
A moça que o abordara trouxe uma pequena bacia com água limpa. Humildemente, pediu-lhe permissão para descalçá-lo dos sapatos, colocando seu pé doente dentro da bacia. Segurando raminhos de flores do campo, a moça rezou e todas as outras a acompanharam, contritas. Ela molhava os raminhos e os batia, delicadamente, no pé de Chico, repetidamente, por várias vezes. Em seguida, enxugou-o, beijou-o e o calçou novamente.
Dois dias depois, chorando de emoção, Chico contou-nos o que presenciara na casa de encontros. Através de sua vidência, registrou que o líquido da bacia foi ficando escuro e lodoso, à medida que a mulher banhava-lhe o pé, fazendo com que a dor se esvaísse lentamente.
Para todos os presentes, a água manteve-se inalterada, límpida, nada mudara.
Chico nunca mais sentiu dor. A pobre meretriz, no ato humilde, no gesto simples, na bacia insignificante e nos raminhos de mato, mais que nós outros, colocara em sua oração algo sublime e operador de maravilhas: o AMOR!
Do livro: Chico Xavier, Mandato de Amor
A Caridade
Setembro de 2000

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


O Espiritismo - Considerações de Emmanuel sobre Paulo de Tarso - Emmanuel

O Espiritismo - Considerações de Emmanuel sobre Paulo                                                                   Considerações de Emmanuel sobre Paulo de Tarso

Autor: Emmanuel

CONSIDERAÇÕES DE EMMANUEL SOBRE PAULO DE TARSO

Não são poucos os trabalhos que correm mundo, re­lativamente à tarefa gloriosa do Apóstolo dos gentios. É justo, pois, esperarmos a interrogativa: — Por que mais um livro sobre Paulo de Tarso? Homenagem ao grande trabalhador do Evangelho ou informações mais detalhadas de sua vida?

Quanto à primeira hipótese, somos dos primeiros a reconhecer que o convertido de Damasco não necessita de nossas mesquinhas homenagens; e quanto à segunda, responderemos afirmativamente para atingir os fins a que nos pro pomos, transferindo ao papel humano, com os recursos possíveis, alguma coisa das tradições do pla­no espiritual acerca dos trabalhos confiados ao grande amigo dos gentios.

Nosso escopo essencial não poderia ser apenas reme­morar passagens sublimes dos tempos apostólicos, e sim apresentar, antes de tudo, a figura do cooperador fiel, na sua legitima feição de homem transformado por Jesus-Cristo e atento ao divino ministério. Esclarecemos, ainda, que não é nosso propósito levantar apenas uma biografia romanceada. O mundo está repleto dessas fichas educa­tivas, com referência aos seus vultos mais notáveis. Nosso melhor e mais sincero desejo é recordar as lutas acerbas e os ásperos testemunhos de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante.

As igrejas amornecidas da atualidade e os falsos de­sejos dos crentes, nos diversos setores do Cristianismo, justificam as nossas intenções.

Em toda parte há tendências à ociosidade do espí­rito e manifestações de menor esforço. Muitos discípulos disputam as prerrogativas de Estado, enquanto outros, distanciados voluntariamente do trabalho justo, suplicam a proteção sobrenatural do Céu. Templos e devotos entre­gam-se, gostosamente, às situações acomodatícias, prefe­rindo as dominações e regalos de ordem material.

Observando esse panorama sentimental é útil recor­darmos a figura inesquecível do Apóstolo generoso.

Muitos comentaram a vida de Paulo; mas, quando não lhe atribuíram certos títulos de favor, gratuitos do Céu, apresentaram-no como um fanático de coração res­sequido. Para uns, ele foi um santo por predestinação, a quem Jesus apareceu, numa operação mecânica da graça; para outros, foi um espírito arbitrário, absorvente e rís­pido, inclinado a combater os companheiros, com vaida­de quase cruel. Não nos deteremos nessa posição extremista. Queremos recordar que Paulo recebeu a dádiva santa da visão gloriosa do Mestre, às portas de Damasco, mas não podemos esquecer a declaração de Jesus relativa ao sofrimento que o aguardava, por amor ao seu nome.

Certo é que o inolvidável tecelão trazia o seu ministé­rio divino; mas, quem estará no mundo sem um ministério de Deus? Muita gente dirá que desconhece a própria tarefa, que é insciente a tal respeito, mas nós poderemos responder que, além da ignorância, há desatenção e muito capricho pernicioso. Os mais exigentes advertirão que Paulo recebeu um apelo direto; mas, na verdade, todos os homens menos rudes têm a sua convocação pes­soal ao serviço do Cristo. As formas podem variar, mas a essência ao apelo é sempre a mesma. O convite ao ministério chega, ás vezes, de maneira sutil, inesperada­mente; a maioria, porém, resiste ao chamado generoso do Senhor. Ora, Jesus não é um mestre de violências e se a figura de Paulo avulta muito mais aos nossos olhos, é que ele ouviu, negou-se a si mesmo, arrependeu-se, tomou a cruz e seguiu o Cristo até ao fim de suas tarefas materiais. Entre perseguições, enfermidades, apodos, zombarias, desilusões, deserções, pedradas, açoites e encarcerament os, Paulo de Tarso foi um homem intrépido e sincero, caminhando entre as sombras do mundo, ao encontro do Mestre que se fizera ouvir nas encruzilhadas da

sua vida. Foi muito mais que um predestinado, foi um realizador que trabalhou diariamente para a luz.

O Mestre chama-o, da sua esfera de claridadeS imor­tais. Paulo tateia na treva das experiências humanas e responde: — Senhor, que queres que eu faça?

Entre ele e Jesus havia um abismo, que o Apóstolo soube transpor em decênios de luta redentora e cons­tante.

Demonstrá-lo, para o exame do quanto nos compete em trabalhO próprio, a fim de Ir ao encontro de Jesus, é o nosso objetivo.

Outra finalidade deste esforço humilde é reconhecer que o Apóstolo não poderia chegar a essa possibilidade, em ação isolada no mundo.

Sem Estevão, não teríamos Paulo de Tarso. O gran­de mártir do Cristianismo nascente alcançou influência muito mais vasta na experiência paulina, do que podería­mos imaginar tão-só pelos textos conhecidos nos estudos terrestres. A vida de ambos está entrelaçada com miste­riosa beleza. A contribuição de Estevão e de outras per­sonagens desta história real vem confirmar a necessida­de e a universalidade da lei de cooperação. E, para ve­rificar a amplitude desse conceito, recordemos que Jesus, cuja misericórdia e poder abrangiam tudo, procurou a companhia de doze auxiliares, a fins de empreender a re­novação do mundo.

Aliás, sem cooperação, não poderia existir amor; e o amor é a força de Deus, que equilibra o Universo.

Desde já, vejo os críticos consultando textos e com­binando versículos para trazerem á tona os erros do nosso tentame singelo. Aos bem-intencionados agradecemos sin­ceramente, por conhecer a nossa expressão de criatura falível, declarando que este livro modesto foi grafado por um Espírito para os que vivam em espírito; e ao pedan­tismo dogmático, ou literário, de todos os tempos, recorremos ao próprio Evangelho para repetir que, se a letra mata, o espírito vivifica.

Oferecendo, pois, este humilde trabalho aos nossos irmãos da Terra, formulamos votos para que o exemplo do Grande Convertido se faça mais claro em nossos cora­ções, a fim de que cada discípulo possa entender quanto lhe compete trabalhar e sofrer, por amor a Jesus-Cristo.



Pedro Leopoldo, 8 de julho de 1941.


Do livro Paulo e Estevão. Pelo Espírito Emmanuel.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 de Tarso - Emmanuel

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ESMOLA E CARIDADE


Eliza pediu uma luz ao Chico
...
´A repercussão da prática do bem é inimaginável... Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.´
...



Esmola e Caridade

Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.
Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.
Exemplos? Eis alguns:
Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.
Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.
Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.
Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.
Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.
Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.
Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.
Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.
Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.
Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.
Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.
Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.
Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.
Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.
Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.
Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.
Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.
Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.
E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.
Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.
Porquê?
É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.
Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.
Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!
Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.
Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."
* * *

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ACERTO DE CONTAS


O Espiritismo ensina que as Leis Divinas encontram-se inscritas na Natureza e na consciência de cada Espírito.
Quem se dedica a observar o mundo que o cerca, consegue assimilar o teor de tais Leis.
Entretanto, o guia mais seguro é a consciência.
Durante um tempo, o egoísmo logra turvar a percepção do estatuto Divino.
O egoísmo origina-se da identificação com a matéria.
Quanto mais sintonizado com os prazeres materiais, mais dificuldade tem o homem em ser abnegado.
Nos círculos inferiores da vida, o egoísmo representa condição de sobrevivência.
Os seres irracionais ocupam-se apenas com sua manutenção.
Quando famintos, os animais carnívoros simplesmente caçam e matam.
Se não forem hábeis e insensíveis à dor da presa, eles e seus filhotes morrem.
Um egoísmo muito marcante constitui sinal de pouca evolução.
Quem só consegue pensar no próprio bem-estar assemelha-se às feras da Natureza.
O mundo gira em redor de seu umbigo e ele não se incomoda em causar dores e desgraças aos semelhantes.
Entretanto, os Espíritos são dotados de liberdade, consciência e vontade.
Conseqüentemente, respondem por seus atos.
Nenhum ser pode dar o que não tem.
Não se esperam ações éticas de animais, pois isso está além de sua capacidade.
Mas os homens têm condições de agir com base em parâmetros éticos.
Justamente por isso, seus atos não podem ser ditados exclusivamente pelo interesse pessoal.
Os eventos dolorosos da Natureza, como a dor, a doença e a morte, são universais.
Ninguém escapa de experimentá-los, em maior ou menor grau.
A inteligência humana possibilita assimilar a essencial igualdade de todos os homens.
Essa similaridade demonstra que ser solidário é um dever elementar em face da vida.
Com o passar dos séculos, gradualmente o Espírito se compenetra dessa realidade.
Tudo o que se refere à matéria é passageiro.
Entretanto, ele possui uma consciência que sempre o acompanha.
Cada dor deliberadamente causada ao próximo nela está registrada.
As leviandades, as humilhações infligidas, tudo isso gera dor e arrependimento.
Quanto mais vivido e experiente, mais responsável é o Espírito.
Chega um momento em que o ser espiritual se desgosta do mal.
Farto de erros e baixezas, ele decide trabalhar pelo próprio aperfeiçoamento.
Então, prepara para si encarnações nas quais possa se recompor com o passado.
Não mais se preocupa com facilidades materiais.
Riqueza, beleza e poder já não lhe interessam.
Quando assume elevadas posições é apenas no intuito de melhor trabalhar para o semelhante.
O que conta mesmo é a perspectiva de se recompor perante as Leis Divinas.
À medida que perde o gosto pelas coisas materiais, o egoísmo o abandona.
Desembaraçado de preocupações mesquinhas, caminha vigorosamente para a libertação e a transcendência.
Dificuldades não o assustam, pois sua meta é elevada e sua esperança no futuro é infinita.
* * *
Se você enfrenta graves problemas e dores, talvez tenha chegado o momento de seu acerto de contas.
Não complique a sua programada recuperação espiritual com preguiça e revolta.
Consciente da transitoriedade da vida na Terra, dedique-se a conquistar o que é permanente.
Combata seu egoísmo e esforce-se por agir no bem com desinteresse.
A melhor forma de ser feliz é cuidar da felicidade do próximo.
Pense nisso.

Postagem em destaque

James Leininger o garoto prova da Reencarnação

Há mais de  sessenta anos atrás , um piloto de caça da Marinha norte-americana de vinte e um anos de idade, foi abatido pela artilharia ja...